Obras do campus Arandu foram retomadas em 2023 e devem consolidar a universidade como polo de integração acadêmica entre países da América Latina.

Foto: Willian Brisida/Itaipu Binacional

Os diretores-gerais da Itaipu Binacional, Enio Verri, pelo lado brasileiro, e Justo Zacarías Irún, pelo lado paraguaio, visitaram na manhã desta quinta-feira (5) o canteiro de obras do campus Arandu da Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila), em Foz do Iguaçu. O projeto, considerado um dos maiores empreendimentos educacionais da região, representa um investimento estimado em US$ 139 milhões, financiado pela Itaipu.

A universidade foi idealizada durante o segundo mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e possui projeto arquitetônico assinado por Oscar Niemeyer. As obras, que haviam sido interrompidas em anos anteriores, foram retomadas em 2023 sob responsabilidade do Unops, organismo da Organização das Nações Unidas especializado em infraestrutura, compras e gestão de projetos.

O novo campus terá cerca de 94,5 mil metros quadrados de área construída, distribuídos entre prédios administrativos, salas de aula, restaurante universitário e biblioteca. Além disso, o projeto inclui aproximadamente 90 mil metros quadrados destinados a estruturas viárias e estacionamentos.

Antes da retomada dos trabalhos, foi necessário revisar os projetos originais e realizar análises estruturais para garantir a segurança das edificações. Segundo o gerente de projetos do Unops, Rafael Esposel, os estudos confirmaram a qualidade do concreto já existente e a viabilidade da continuidade da obra.

O empreendimento também incorpora medidas para reduzir impactos ambientais e sociais. Entre as iniciativas está a construção de estruturas de passa-fauna, que permitirão a travessia segura de animais silvestres em áreas próximas ao campus, localizado nas imediações de zonas de preservação vinculadas à Itaipu.

Durante a visita técnica, o diretor-geral brasileiro da Itaipu destacou a grandiosidade do projeto e a importância da cooperação entre os dois países. Segundo Enio Verri, a participação do Paraguai é fundamental, já que o país também precisou autorizar a destinação de recursos para a execução da obra.

“A obra impressiona pelas dimensões e pela beleza do projeto concebido por Niemeyer. A presença do diretor-geral paraguaio aqui no canteiro demonstra a importância desse investimento, que beneficia não apenas Brasil e Paraguai, mas toda a América Latina”, afirmou.

Atualmente, a Unila reúne estudantes de 36 países, com predominância de alunos brasileiros e paraguaios. Para o diretor-geral paraguaio da Itaipu, Justo Zacarías Irún, o campus simboliza mais do que uma estrutura física.

“Na Unila não estamos falando apenas de prédios ou concreto. Este é um espaço de integração entre Brasil e Paraguai e de fortalecimento da identidade latino-americana”, destacou.

Fonte: Portal da Cidade