Estudo apresentado na Câmara propõe descentralizar o transporte, ampliar horários e modernizar a frota com novo modelo operacional.

Foto: PMFI/Arquivo

Foz do Iguaçu deve passar por uma reformulação no transporte coletivo com a criação de dois novos terminais e mudanças na forma de operação do sistema. As propostas foram apresentadas em audiência pública na Câmara Municipal, com base em estudos elaborados pela Fundação de Estudos e Pesquisas Socioeconômicos.

O levantamento aponta que o modelo atual, concentrado no centro da cidade, já não atende de forma eficiente a demanda da população. Como alternativa, o novo plano prevê a implantação de terminais nas regiões de Porto Belo e Três Lagoas, além da manutenção do terminal atual em uma fase inicial.

Os dados foram construídos a partir de pesquisas detalhadas sobre o deslocamento dos moradores. Um dos estudos, feito diretamente nas residências, identificou que grande parte das viagens ainda tem como destino a região central, especialmente a partir das áreas Norte e de Três Lagoas. A concentração revela a necessidade de redistribuir o fluxo e criar novas conexões dentro da cidade.

Outro levantamento, realizado dentro dos ônibus, mostrou diferenças no uso das linhas. Enquanto algumas operam com excesso de passageiros, outras têm baixa ocupação. A proposta é reorganizar esses trajetos, ajustando horários e frequência para evitar superlotação e reduzir desperdícios.

A avaliação dos usuários também entrou no diagnóstico. As principais críticas envolvem demora nos horários, estrutura dos pontos de parada e condições do terminal urbano, além de relatos de insegurança em determinados locais. Esses fatores passaram a ser considerados no desenho do novo sistema.

A reformulação será feita em etapas. No primeiro momento, o terminal atual continua em funcionamento, mas o sistema passa a contar com pontos de integração em regiões estratégicas. A ideia é diminuir a necessidade de deslocamento até o centro para fazer conexões.

Na etapa seguinte, está prevista a implantação dos novos terminais e a adoção do modelo tronco-alimentador. Nesse formato, linhas principais percorrem os eixos de maior movimento, enquanto linhas menores fazem a ligação entre bairros e esses corredores.

O plano também inclui ampliação da cobertura do transporte, aumento na oferta de horários e retirada de linhas sobrepostas. A modernização da frota aparece como exigência, com ônibus equipados com ar-condicionado, Wi-Fi e sistemas de monitoramento.

Outra mudança proposta é na forma de pagamento às empresas operadoras. O modelo deve deixar de ser baseado apenas na quantidade de passageiros e passar a considerar o custo por quilômetro rodado, com o objetivo de aumentar a transparência e melhorar a eficiência do serviço.

Fonte: Portal da Cidade