Duas mulheres relataram que estavam incomunicáveis e sem documentos em estabelecimento; menina de 12 anos também foi resgatada.
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A Polícia Federal resgatou, na noite desta quarta-feira (6), duas mulheres paraguaias que estariam sendo mantidas contra a própria vontade em um prostíbulo localizado no Oeste do Paraná. A ação faz parte de uma investigação sobre suspeita de tráfico internacional de pessoas e exploração sexual na região de fronteira.
As vítimas, de 30 e 33 anos, foram encontradas em um estabelecimento na região de Santa Helena, durante uma operação realizada pela Polícia Federal em conjunto com autoridades paraguaias. Uma menina de 12 anos, filha de uma das mulheres, também foi localizada no local.
Segundo as investigações, as autoridades paraguaias repassaram informações indicando que mulheres do país vizinho estariam em situação de cárcere privado em um prostíbulo da região. Após receber a denúncia, equipes da Polícia Federal iniciaram diligências para identificar o endereço e localizar as vítimas.
Durante a abordagem, várias mulheres paraguaias foram encontradas no estabelecimento. Duas delas relataram aos policiais que estavam sendo mantidas no local contra a própria vontade, sem acesso a documentos e incomunicáveis. As vítimas afirmaram ainda que tiveram os celulares retirados, mas conseguiram entrar em contato com um amigo, que acionou as autoridades e possibilitou o início da operação.
Conforme os relatos iniciais, ambas viajaram voluntariamente ao Brasil, porém não receberam os pagamentos prometidos e passaram a ser mantidas presas no estabelecimento.
No momento da ação policial, os responsáveis pelo prostíbulo não foram localizados.
Após o resgate, as mulheres foram encaminhadas à Delegacia da Polícia Federal em Foz do Iguaçu, onde prestaram depoimento. Em seguida, elas e a adolescente foram entregues às autoridades paraguaias, dentro do acordo internacional de cooperação policial entre os dois países.
A operação também contou com acompanhamento de representantes do Consulado do Paraguai em Foz do Iguaçu.
A Polícia Federal instaurou procedimento para investigar as circunstâncias do caso e identificar os responsáveis pelo estabelecimento e pela possível rede de exploração humana na região de fronteira.
Fonte: Portal da Cidade