Censo aponta 589 pessoas nas ruas, com permanência prolongada e maioria vinda de fora da cidade.

Foto: Portal da Cidade O aumento da população em situação de rua em Foz do Iguaçu tem ampliado o debate sobre a capacidade de resposta das políticas públicas no município. Um levantamento recente aponta que 589 pessoas vivem atualmente nessa condição, número que se aproxima de 600 e indica tendência de crescimento.

O cenário tem impacto direto na rotina da cidade. A presença de pessoas em situação de vulnerabilidade é percebida em diferentes regiões, principalmente em áreas centrais, comerciais e turísticas, o que tem gerado preocupação entre moradores e visitantes.

O censo municipal traçou o perfil dessa população. A maioria é formada por homens adultos jovens, e uma parcela significativa relatou uso de álcool ou drogas. Entre os entrevistados, 65% afirmaram consumir algum tipo de substância, fator que agrava a permanência nas ruas e dificulta a reinserção social.

Outro ponto relevante é o tempo de permanência. Parte expressiva desse grupo vive nas ruas há anos, com registros de pessoas nessa condição por mais de 15 anos. O dado evidencia fragilidades nas políticas de acolhimento, moradia e geração de renda.

A distribuição dessa população também segue um padrão. A maior concentração está nas regiões onde existem serviços de assistência, como centros de acolhimento e apoio social. Esse movimento indica que a busca por atendimento influencia a ocupação dos espaços urbanos.

O levantamento revela ainda que a maioria dessas pessoas não nasceu em Foz do Iguaçu. Há predominância de indivíduos vindos de outras cidades, estados e até países vizinhos, reforçando o papel da cidade como ponto de atração por ser uma região de fronteira.

Apesar do diagnóstico detalhado, órgãos de controle apontam falhas na estrutura das políticas públicas. Entre os problemas identificados estão a falta de planejamento consistente, dificuldades no acompanhamento das ações e ausência de estratégias efetivas de reinserção social.

No dia a dia, o crescimento da população em situação de rua tem sido associado ao aumento da vulnerabilidade social e à ocupação de espaços públicos para permanência e pernoite. A situação também levanta discussões sobre os impactos na imagem da cidade, que depende fortemente do turismo.

A gestão municipal aposta em sistemas de monitoramento para aprimorar as ações, mas especialistas indicam que o enfrentamento do problema exige medidas integradas entre assistência social, saúde, habitação e emprego.

Com a consolidação dos dados e o avanço do problema, o município enfrenta o desafio de transformar o diagnóstico em soluções práticas. Sem políticas contínuas e estruturadas, a tendência é de agravamento do cenário nos próximos anos.

Fonte: Portal da Cidade