Crescimento no volume de cargas fortalece o corredor logístico e impulsiona integração com o Paraguai e outros estados brasileiros.
Foto: Arquivo/ Marcelo Camargo/Agência Brasil
O movimento de cargas na tríplice fronteira, formada por Foz do Iguaçu, Ciudad del Este e Puerto Iguazú, tem crescido nos últimos anos e reforça a importância da região para o comércio entre os países.
Em Foz do Iguaçu, mais de 2 milhões de toneladas de mercadorias passaram pela alfândega em 2025. O volume representa aumento de cerca de 21% em relação a 2018, indicando avanço nas operações de importação e exportação.
O principal destino das cargas que saem por Foz é o Paraguai, com destaque para produtos como fertilizantes, materiais de construção e itens utilizados em pavimentação. Em menor escala, também há movimentação em direção à Argentina, via Puerto Iguazú.
Do lado paraguaio, Ciudad del Este concentra grande parte das operações comerciais, funcionando como polo de distribuição e recebimento de mercadorias. A cidade mantém forte ligação com Foz, tanto no transporte rodoviário quanto no fluxo diário de caminhões.
Já Puerto Iguazú, na Argentina, participa do sistema logístico com menor volume, mas tem papel importante na integração regional, principalmente no trânsito de mercadorias entre os três países.
Além das cargas locais, a região também recebe produtos vindos de outros estados brasileiros, como São Paulo, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Minas Gerais, o que aumenta o movimento nas rodovias e nas áreas aduaneiras.
O fluxo de caminhões acompanha esse crescimento. Somente em Foz do Iguaçu, mais de 200 mil veículos de carga passaram pelo terminal ao longo do último ano.
A previsão é de ampliação da estrutura logística com a entrada em operação de um novo porto seco em Foz ainda neste ano. O espaço deve melhorar a organização do fluxo, ampliar a capacidade de atendimento e reduzir o impacto do trânsito de caminhões na área urbana.
O aumento no volume de cargas reflete a integração comercial entre Brasil, Paraguai e Argentina e o uso crescente da região como corredor logístico.
Fonte: Portal da Cidade