Projeto Vigilância Ativa de Precisão integra equipes do Brasil e Paraguai para reduzir a presença do Aedes aegypti na região.
Foto: Divulgação/GT Saúde
A Itaipu Binacional promoveu nesta semana uma reunião técnica para avançar na expansão do projeto Vigilância Ativa de Precisão (VAP), iniciativa voltada ao monitoramento e à redução da infestação do mosquito Aedes aegypti na região da tríplice fronteira.
O encontro reuniu profissionais da área da saúde de Foz do Iguaçu e de Ciudad del Este, no Paraguai, com o objetivo de alinhar as ações que serão desenvolvidas na segunda etapa do projeto. A proposta é integrar o trabalho entre os dois países, adotando critérios semelhantes de análise epidemiológica e entomológica em uma região marcada pela intensa circulação de pessoas.
Desde o início do VAP, a Itaipu já destinou mais de R$ 600 mil para o desenvolvimento da iniciativa. Os recursos foram aplicados na capacitação de agentes de saúde, na compra de insumos para armadilhas do tipo ovitrampas e na contratação de um sistema de monitoramento baseado em software, que permite acompanhar com maior precisão a presença do mosquito e orientar as ações de combate em campo.
Os agentes de endemias de Foz do Iguaçu, que participaram da fase piloto do projeto, agora também atuam na capacitação de novas equipes e na organização da expansão da iniciativa. Além de Ciudad del Este, o projeto também está sendo implantado nos municípios de Santa Terezinha de Itaipu e São Miguel do Iguaçu.
De acordo com a coordenadora técnica da Vigilância Ambiental de Foz do Iguaçu e gerente brasileira do projeto, Renata Defante Lopes, a reunião foi importante para definir os locais onde as armadilhas serão instaladas no território paraguaio e entender como funciona a estrutura de vigilância no país.
Segundo ela, o encontro permitiu analisar o cenário epidemiológico e organizar a divisão das áreas que receberão o monitoramento, garantindo que o sistema funcione de forma integrada entre os dois lados da fronteira.
Para a representante do Serviço Nacional de Erradicação do Paludismo (Senepa), Noelia Diaz, a cooperação regional é fundamental para o sucesso da estratégia. Ela destacou que reduzir a presença do mosquito e os casos das doenças transmitidas por ele depende de um esforço conjunto entre os países que compartilham a região da fronteira.
Fonte: Portal da Cidade