Categorias pedem reajuste de 5,4% em parcela única e aumento de 10% no auxílio-alimentação.
Foto: Kathlen Ferrari/Divulgação
A negociação da data-base dos servidores municipais de Foz do Iguaçu ganhou um novo capítulo na noite desta terça-feira (19). Em assembleia conjunta, trabalhadores de diferentes categorias decidiram rejeitar a proposta apresentada pela prefeitura e aprovaram uma contraproposta com reajuste maior e pagamento imediato.
A reunião foi organizada pelo Sismufi, Sinprefi e Sindacs, reunindo servidores da educação, saúde e demais setores do funcionalismo municipal.
A prefeitura propôs reajuste de 4,11%, baseado no Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), dividido em quatro parcelas ao longo do ano. Pelo cronograma apresentado pelo Executivo, os pagamentos seriam feitos entre maio e novembro de 2026.
A proposta não agradou os trabalhadores, que aprovaram a reivindicação de reajuste de 5,4% em parcela única já no mês de maio. As categorias também defendem aumento de 10% no auxílio-alimentação, com pagamento retroativo ao mês de abril.
Durante a assembleia, servidores criticaram o parcelamento da reposição salarial e afirmaram que o modelo vem acumulando perdas financeiras para os trabalhadores municipais nos últimos anos.
Na área da educação, profissionais lembraram que o reajuste do magistério deveria ter sido aplicado no início do ano, conforme previsto na legislação federal do piso nacional da categoria.
A presidente do Sinprefi, Viviane Dotto, afirmou que os servidores esperavam uma proposta mais próxima da realidade enfrentada pelas categorias.
“Os servidores mantêm os serviços funcionando diariamente e precisam ser valorizados. A categoria espera diálogo e uma proposta que respeite os trabalhadores”, declarou.
Além da questão salarial, os sindicatos também cobram mais transparência sobre a situação financeira do município. Segundo os dirigentes, a prefeitura ainda não apresentou oficialmente os dados atualizados do limite prudencial de gastos com pessoal referentes ao último quadrimestre.
Outro ponto levantado pelas categorias é que o reajuste do auxílio-alimentação teria menor impacto nas contas públicas, já que o benefício não entra no cálculo do índice prudencial.
Os servidores ainda pedem uma reunião com o prefeito Joaquim Silva e Luna antes da próxima assembleia geral, marcada para o dia 28 de maio.
Atualmente, a Prefeitura de Foz do Iguaçu conta com cerca de 7 mil servidores ativos. Somente a rede municipal de ensino reúne aproximadamente 4 mil trabalhadores distribuídos entre escolas e CMEIs.
Com a negociação em aberto, o clima é de expectativa entre os servidores, principalmente em setores considerados essenciais, como Educação, Saúde e Segurança Pública.
Fonte: Portal da Cidade