Apreensões ocorreram em estabelecimentos sem licença para atuar na área da saúde, incluindo quiosques e lojas de suplementos nutricionais.
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Uma fiscalização realizada em Ciudad del Este, no Paraguai, identificou a venda irregular de medicamentos em quiosques e lojas de suplementos no centro da cidade. A ação começou na quarta-feira e seguiu até sexta-feira (6), conduzida pela Direção Nacional de Vigilância Sanitária (Dinavisa).
Durante as inspeções, fiscais apreenderam diversos produtos farmacêuticos que estavam sendo comercializados fora do sistema de saúde autorizado. Segundo as autoridades, a prática expõe a população a riscos, já que esses estabelecimentos não possuem licença nem estrutura adequada para armazenar e vender medicamentos.
A operação foi realizada tanto em fiscalizações de rotina quanto após denúncias. As equipes visitaram farmácias, distribuidores e principalmente estabelecimentos que não possuem autorização para atuar na área da saúde, mas que ofereciam medicamentos e produtos injetáveis, muitos deles utilizados em tratamentos para perda de peso.
De acordo com Myrian Osorio, diretora de Reclamações e Intervenções da Dinavisa, a maior parte das irregularidades foi encontrada em quiosques e lojas que comercializam suplementos nutricionais. Segundo ela, esses locais não podem vender medicamentos por não possuírem autorização para funcionar como farmácias.
Um dos estabelecimentos fiscalizados foi o quiosque Phama Famma, localizado próximo à rotatória da Monalisa, na Avenida Monseñor Rodríguez. No local foram apreendidas ampolas do produto Lipoless, fabricado pelo laboratório Éticos, além de outros medicamentos ligados à empresa Alluvi Healthcare. A companhia já foi denunciada por autoridades de saúde do Reino Unido por comercializar medicamentos para emagrecimento não autorizados, incluindo compostos como tirzepatida e retatrutida.
Outra ação ocorreu na loja New Shop Store, localizada no Shopping Vendôme. No estabelecimento foram encontrados medicamentos como TG, do laboratório Indufar, além de diversos suplementos. Como o local não possuía licença para a venda de medicamentos, os produtos foram apreendidos pelos fiscais.
Durante a operação, também foram identificados medicamentos comercializados sob nomes como Mounjaro, além de compostos como tirzepatida e retatrutida, alguns com alertas sanitários ou restrições de venda. Parte desses produtos exige armazenamento refrigerado, condição que não pode ser garantida em estabelecimentos sem infraestrutura adequada.
Segundo a Dinavisa, quando a venda ou divulgação de medicamentos é detectada em locais não autorizados, os fiscais elaboram um relatório e concedem prazo de 24 horas para a retirada dos produtos expostos. Até o momento, conforme informou a diretora, não houve reincidência e os responsáveis pelos estabelecimentos fiscalizados demonstraram disposição em cumprir as normas.
As inspeções também incluíram farmácias localizadas no centro da cidade. Em alguns casos foi confirmado o fechamento de estabelecimentos que funcionavam anteriormente na região. Já em farmácias recém-inauguradas, os proprietários apresentaram a documentação e os alvarás necessários para funcionamento.
A Dinavisa esclareceu que não foram encontrados medicamentos falsificados durante a operação. No entanto, foram apreendidos produtos com alertas sanitários, proibições ou sem registro válido no país, situação que também caracteriza irregularidade sanitária.
Fonte: Portal da Cidade