Espaço inédito na região vai atender mulheres gratuitamente e deve iniciar atividades no primeiro semestre de 2027.

Foto: Sara Cheida/Itaipu Binacional

A Itaipu Binacional participou, nesta quinta-feira (30), da entrega da Ala Feminina Santa Dulce, em Foz do Iguaçu. O novo espaço integra a Comunidade Sagrada Família Dom Olívio Aurélio Fazza e será destinado ao acolhimento de mulheres em situação de dependência química.

A estrutura faz parte do projeto “Ressignificando Vidas”, desenvolvido com apoio da usina por meio do programa Itaipu Mais que Energia. A iniciativa busca ampliar a rede de atenção psicossocial no município, especialmente para o público feminino, que até então não contava com uma comunidade terapêutica gratuita na região da tríplice fronteira.

O local foi preparado para receber mulheres entre 18 e 59 anos, incluindo gestantes, lactantes e mães com bebês. A unidade conta com berçário e atendimento multiprofissional, com foco na recuperação e reinserção social das pacientes.

O diretor-geral brasileiro da Itaipu, Enio Verri, afirmou que o investimento atende a uma demanda antiga da região e reforça o compromisso da empresa com ações de inclusão social. Segundo ele, o impacto do projeto vai além das mulheres atendidas.

“O retorno é coletivo. Cada pessoa recuperada representa também um avanço para a família e para a sociedade”, destacou.

Ao todo, o investimento da Itaipu no projeto chega a R$ 8 milhões, além de R$ 2,1 milhões já aplicados na ala masculina da instituição. O atendimento será totalmente gratuito. A previsão é que os primeiros acolhimentos comecem no primeiro semestre de 2027, após a finalização da estrutura interna e contratação da equipe técnica.

Durante a solenidade, o bispo da Diocese de Foz do Iguaçu, Dom Sérgio de Deus Borges, ressaltou o caráter social da iniciativa e a importância da parceria com a Itaipu. Segundo ele, o projeto atende pessoas em situação de vulnerabilidade que, muitas vezes, não encontram apoio.

A delegada adjunta da Mulher e presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Mulher, Iane Nayara Dantas Costa, destacou a relação entre dependência química e violência doméstica. Para ela, o novo espaço pode contribuir para romper ciclos de violência enfrentados por muitas mulheres.

O diretor da comunidade, Ivo Antonio dos Santos, afirmou que a ala feminina amplia o alcance do atendimento e deve beneficiar não apenas Foz do Iguaçu, mas toda a região Oeste do Paraná. Já a assistente social e coordenadora-geral da instituição, Célia Cristina de Oliveira, avaliou que a inauguração representa a concretização de um projeto antigo da entidade.

Fonte: Portal da Cidade