Mobilização começou na Plaza de la Paz e seguiu até a rodovia que dá acesso à Ponte da Amizade, gerando impacto no fluxo de veículos.

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Professores do departamento de Alto Paraná realizaram nesta quarta-feira (11), o segundo dia consecutivo de protestos em Ciudad del Este, no Paraguai. A mobilização faz parte de uma manifestação nacional da categoria contra o adiamento do debate sobre a proposta de reforma da Previdência Social.

Durante o ato, parte dos manifestantes bloqueou a Rodovia PY02, na região da zona primária da fronteira, o que afetou o trânsito de veículos na entrada e na saída do país pela área próxima à Ponte da Amizade.

A mobilização começou na Plaza de la Paz, em frente à sede da Prefeitura de Ciudad del Este. De lá, os professores seguiram em marcha pela Avenida Bernardino Caballero até a Rodovia PY02, em direção à fronteira com o Brasil.

Ao chegar à região da zona primária, os manifestantes encontraram um contingente policial que impediu o avanço em direção à Ponte da Amizade. Apesar do bloqueio policial, os professores permaneceram na rodovia por vários minutos, interrompendo totalmente o fluxo de veículos no local.

O bloqueio provocou impacto no trânsito na região da fronteira, afetando motoristas que tentavam entrar ou sair do Paraguai pela rodovia. Em Foz do Iguaçu, o trânsito na BR-277 em direção a Ciudad del Este passou do viaduto da Avenida JK.

Segundo Felipe Carlos Mora, representante da Associação de Educadores do Leste (AEDE), a mobilização busca pressionar o Parlamento paraguaio a rever o projeto de lei aprovado pela Câmara dos Deputados, que trata da reforma da Previdência.

De acordo com o dirigente, os professores defendem o direito de se aposentar após 25 anos de contribuição ao Fundo Público de Pensões. A categoria afirma que a proposta atual pode obrigar os trabalhadores da educação a permanecerem em atividade por mais tempo.

Os educadores também criticam o que consideram desigualdade nas regras de aposentadoria entre diferentes categorias do setor público.

A mobilização faz parte de uma série de protestos realizados em diferentes regiões do Paraguai e deve continuar enquanto a categoria tenta pressionar o Congresso a reabrir o debate sobre a proposta previdenciária.

Fonte: Portal da Cidade