Investigação aponta possível alteração da cena do crime após perseguição que terminou com morte de motociclista, em fevereiro deste ano.
Foto: GAECO/Divulgação
O Núcleo de Foz do Iguaçu do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Paraná, deflagrou na manhã desta sexta-feira (27) a Operação Ponto Cego. A ação ocorre em conjunto com a Corregedoria da Polícia Militar e a Polícia Civil.
O objetivo é investigar a possível prática dos crimes de homicídio qualificado, fraude processual e falsidade ideológica envolvendo policiais militares. O caso está relacionado a uma ocorrência registrada no município de Céu Azul.
Durante a operação, foram cumpridos dois mandados de prisão temporária e seis mandados de busca e apreensão. As diligências ocorreram nas cidades de Foz do Iguaçu, Santa Terezinha de Itaipu e Medianeira.
As ordens judiciais foram expedidas pela Vara Criminal de Matelândia e têm como finalidade reunir provas que possam esclarecer a dinâmica da ação policial investigada.
Segundo as investigações, os fatos ocorreram no dia 24 de fevereiro de 2026, nas proximidades da BR-277, em Céu Azul. Na ocasião, uma equipe da Rotam perseguiu um motociclista, que acabou sendo baleado. A vítima era um policial civil aposentado.
A versão inicial apontava que o homem teria atentado contra a equipe policial. No entanto, diligências conduzidas pela Polícia Civil indicam a possibilidade de irregularidades na condução da ocorrência.
Entre os indícios apurados, está a suspeita de alteração da cena do crime. De acordo com a investigação, policiais teriam recolhido estojos de munição deflagrada e retirado o DVR de uma câmera de segurança que poderia ter registrado a ação.
O material teria sido removido com o objetivo de dificultar a apuração dos fatos e evitar eventual responsabilização criminal dos envolvidos.
O caso segue sob investigação.
Fonte: Portal da Cidade