Reajuste de 33% no lado argentino fará entrada para brasileiros chegar a R$ 240 por pessoa.

Foto: Divulgação/PNI

Quem pretende visitar o lado argentino das Cataratas do Iguaçu vai precisar preparar o bolso. A partir de 1.º de junho de 2026, o ingresso do Parque Nacional Iguazú ficará mais caro após reajuste anunciado pela Administração de Parques Nacionais da Argentina.

Com a mudança, turistas estrangeiros, incluindo brasileiros e paraguaios, passarão a pagar P$ 60 mil pela entrada. Atualmente, o valor é de P$ 45 mil. Na cotação utilizada na fronteira, o novo preço equivale a cerca de R$ 240 por pessoa.

O aumento de 33% fará do parque argentino o ingresso mais caro entre todas as unidades de conservação federais da Argentina. O valor ficará acima de destinos conhecidos do país, como Los Glaciares e Tierra del Fuego.

O impacto deve ser sentido principalmente por famílias e grupos de turistas da região de fronteira. Um grupo com cinco pessoas, por exemplo, terá gasto aproximado de R$ 1,2 mil apenas com os ingressos para acessar as Cataratas no lado argentino.

Além da entrada, visitantes ainda precisam considerar despesas extras, como estacionamento, alimentação e bebidas dentro do parque.

Veja como ficam os novos valores

Estrangeiros, incluindo brasileiros e paraguaios: P$ 60 mil Turistas argentinos: P$ 25 mil Moradores da província de Misiones: P$ 8 mil Estudantes universitários argentinos: P$ 15 mil Moradores de Puerto Iguazú, aposentados argentinos, crianças menores de 6 anos, pessoas com deficiência e visitas educativas seguem com acesso gratuito.

O parque argentino continuará oferecendo desconto de 50% para turistas que retornarem no dia seguinte à primeira visita.

Diferença chama atenção na fronteira

Enquanto o lado argentino sobe os preços, o Parque Nacional do Iguaçu mantém tarifas mais baixas para visitantes estrangeiros.

Atualmente, o ingresso no lado brasileiro custa até R$ 134 para turistas internacionais. Na prática, uma família estrangeira com cinco pessoas gastaria cerca de R$ 670 em Foz do Iguaçu, valor bem abaixo do cobrado na Argentina após o reajuste.

Fonte: Portal da Cidade