Cidade da fronteira está entre os três locais escolhidos pelo órgão federal para ampliar fiscalização de movimentações financeiras suspeitas.

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Foz do Iguaçu foi escolhida pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras, o Coaf, para receber um novo escritório regional ainda este ano. A medida faz parte da estratégia do órgão federal para ampliar o combate à lavagem de dinheiro e fortalecer o monitoramento de operações suspeitas em regiões consideradas estratégicas para o crime financeiro.

Além de Foz, o Coaf também terá unidades em São Paulo e no Rio de Janeiro. O anúncio foi feito pelo presidente do órgão, o delegado federal Ricardo Saadi, durante o Fórum Esfera, realizado no Guarujá, no litoral paulista.

A instalação do escritório em Foz do Iguaçu reforça a importância da tríplice fronteira no cenário nacional de fiscalização financeira. A cidade concentra intenso fluxo internacional de pessoas, mercadorias e dinheiro, além de operações comerciais ligadas ao turismo, importação e exportação.

Durante o evento, Saadi revelou que o Coaf recebe cerca de 30 mil comunicações de movimentações suspeitas por dia, o equivalente a aproximadamente 7,5 milhões de registros por ano. Segundo ele, as organizações criminosas mudaram a forma de movimentar recursos ilegais nos últimos anos.

“A partir da pandemia, o que antes era feito para lavar dinheiro passou também a ser usado para diversificar investimentos”, afirmou o presidente do órgão, ao citar que facções criminosas têm investido cada vez mais em negócios legais para ocultar recursos ilícitos.

Ricardo Saadi assumiu a presidência do Coaf há cerca de um ano. Antes disso, atuou na diretoria de combate à corrupção da Polícia Federal. Desde que chegou ao órgão, ele vem defendendo o fortalecimento da inteligência financeira e o uso de tecnologia para ampliar a fiscalização.

O Coaf também busca parcerias com instituições privadas, como a Federação Brasileira de Bancos, a Febraban, para desenvolver ferramentas capazes de identificar movimentações financeiras atípicas com mais rapidez e precisão.

A expectativa é que a presença do órgão em Foz do Iguaçu aumente a integração entre inteligência financeira, forças policiais e órgãos de fiscalização que já atuam na fronteira.

Fonte: Portal da Cidade