Presidente do Paraguai determinou a remoção de estruturas instaladas ilegalmente no microcentro após confusão causada por imagens exibidas em telões.

Foto: Reprodução/Redes Sociais

O presidente do Paraguai, Santiago Peña, determinou nesta sexta-feira (29) a retirada de outdoors e estruturas publicitárias instaladas de forma irregular no microcentro de Cidade do Leste, na fronteira com Foz do Iguaçu. A medida foi anunciada após a repercussão provocada pela exibição de imagens do ex-presidente brasileiro Jair Bolsonaro (PL) em telões da cidade.

Em publicação nas redes sociais, Peña lamentou o episódio e afirmou que conteúdos ofensivos não contribuem para o respeito e a convivência entre os povos. Na mesma mensagem, o presidente esclareceu que a ordem encaminhada ao Ministério de Obras Públicas e Comunicações (MOPC) não se limita aos painéis envolvidos na polêmica, mas abrange todas as estruturas irregulares que ocupam espaços públicos na região central da cidade.

"Lamentamos os cartazes ofensivos instalados em Cidade do Leste. Esse tipo de ação não contribui para o entendimento nem para o respeito que devem prevalecer entre os povos", afirmou o presidente.

Segundo Peña, a determinação faz parte das atribuições legais já exercidas pelo MOPC em diferentes pontos do país para combater instalações irregulares.

A controvérsia começou após a exibição, por cerca de uma hora, de montagens em pelo menos três painéis publicitários da cidade. As imagens mostravam Bolsonaro ao lado de mensagens provocativas envolvendo rivalidade entre Brasil e Paraguai, além de uma cena em que o ex-presidente aparecia agredindo o jogador paraguaio Gustavo Gómez, zagueiro do Palmeiras e convocado para a Copa do Mundo de 2026.

O conteúdo gerou revolta entre moradores e levou à destruição de um dos telões. Equipes policiais acompanharam a situação para evitar confrontos e garantir a segurança no local.

A Prefeitura de Cidade do Leste abriu uma investigação administrativa para identificar os responsáveis pela divulgação das imagens. O município também informou que avalia a aplicação de sanções e multas contra empresas ligadas às estruturas publicitárias.

As empresas Fast Print e Publimix alegaram que os equipamentos foram alvo de invasão hacker e que a exibição ocorreu por meio de uma manipulação não autorizada dos sistemas. Ambas afirmaram que estão colaborando com as autoridades paraguaias para esclarecer o caso.

Uma denúncia criminal já foi encaminhada à Promotoria de Crimes Cibernéticos do Paraguai. Até o momento, não há informações oficiais sobre quem criou as montagens ou invadiu os sistemas utilizados para exibi-las.

Fonte: Portal da Cidade