Cidade saiu de 14.683 casos e 10 mortes em 2024 para apenas 13 confirmações em 2026 e já realizou mais de 52 mil vistorias em imóveis.

Foto: PMFI/Divulgação

Foz do Iguaçu apresentou uma queda histórica nos casos de dengue em 2026. Depois de enfrentar uma epidemia severa nos últimos anos, o município confirmou apenas 13 casos da doença neste ano e completa mais de um ano sem registrar mortes causadas pela dengue.

Os dados são da Secretaria Municipal de Saúde e mostram uma redução drástica nos indicadores da doença na cidade. Em 2024, Foz viveu o pior cenário recente, com 14.683 casos confirmados e 10 mortes. Já em 2025, o número caiu para 1.031 confirmações durante todo o ano.

Agora, em 2026, o município soma 2.368 notificações e apenas 13 casos confirmados da doença até o momento.

Segundo a prefeitura, o resultado é atribuído ao reforço das ações de combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue. Entre janeiro e o início de maio, as equipes do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) realizaram 52.203 vistorias em imóveis de diferentes regiões da cidade.

Durante as inspeções, os agentes encontraram focos do mosquito em 661 imóveis e eliminaram 16.123 depósitos com água parada, considerados potenciais criadouros.

O município também intensificou o monitoramento com armadilhas espalhadas em pontos estratégicos. Somente neste ano, foram feitas 10.041 inspeções nesses equipamentos para acompanhar a circulação do mosquito.

Além das ações de campo, a cidade também apostou em novas estratégias de combate à dengue, incluindo a implantação do método Wolbachia, tecnologia utilizada para reduzir a transmissão da doença pelo mosquito.

O secretário municipal de Saúde, Fabio de Mello, afirmou que o município mantém ações permanentes para evitar novos surtos e reforçou que o combate depende da participação da população.

“O trabalho é contínuo e permanente, com o compromisso das equipes de saúde e o apoio da população. O objetivo é evitar novas epidemias e preservar vidas”, destacou.

A coordenadora técnica do CCZ, Renata Defante Lopes, alertou que, apesar da redução dos casos, o mosquito continua circulando na cidade. A recomendação é para que moradores façam vistorias semanais em casas e comércios, eliminem recipientes que acumulem água parada e permitam a entrada das equipes durante as inspeções.

Fonte: Portal da Cidade